Uma corrida de velocidade ter lugar sem que ele ande por perto a disparar a sua câmara é uma improbabilidade. Victor Barros, mais conhecido no meio por “Vic” ou “Schwantz” construiu nome e portefólio, captando o que é efémero: a velocidade, descarregada em pista por pilotos de todas as idades, nos circuitos do Campeonato Nacional de Velocidade ou nos mais carismáticos campeonatos internacionais, como o Moto GP ou WSBK.

 

 

Uma dúzia de anos a produzir imagens intensas, de voltas e reviravoltas na pista e fora dela, Victor é hoje um dos nomes incontornáveis do motociclismo nacional da velocidade. O seu talento é único, é genial, e a sua arte mostra-nos sem qualquer dúvida uma porta aberta a uma forma diferente de fazer fotografia em Portugal.

 

 

Desde cedo, rodeado pelas duas rodas, Vic não esperou pela maioridade para experimentar a mota do seu pai… foi amor à primeira volta!

 

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“O mundo das motas esteve sempre presente na minha vida. O meu pai andava de mota… uma Carina fantástica cinza…. a minha primeira paixão…  logo que cheguei com os pés ao chão comecei a dar umas voltinhas…. sem ele saber claro!”

 

Aos 18 anos, compra a sua primeira mota.

“No secundário decidi começar a trabalhar para comprar a minha primeira mota! No meu primeiro emprego tive a sorte de começar a andar de mota – uma Yamaha DT 50 Lc. Fui juntando dinheiro e aos 18 anos consegui comprar a minha primeira mota – a Cagiva Prima 50 – e foi aqui que começou a minha paixão por motas Italianas, principalmente a Cagiva.”

 

Mas a corrida é longa, e ainda só agora estava no começo.

Em 1993, compra a moto que iria aproximá-lo ao motociclismo de competição e que viria a mudar o seu rumo.

 

 

“Em 1993 compro a Cagiva Mito 125, réplica do Eddie Lawson – o meu sonho – e aí inicia-se a minha paixão por corridas…nesse mesmo ano, faço a minha primeira prova no Nacional em 125. “

 

Desde cedo, um apaixonado por corridas, sempre acompanhou todo o tipo de campeonatos Nacionais e Internacionais e ao mesmo tempo, fazia os trackdays.

Em 2006, num desses trackdays, decide levar a sua máquina fotográfica para fazer uma brincadeira entre amigos. A brincadeira foi tão engraçada que todos começaram a pedir para repetir. Era algo que lhe dava uma grande satisfação, e que o permitia continuar perto do seu mundo, o das motas.

 

 

É a partir de 2006 que começa a dar então os primeiros passos para transformar a sua paixão numa carreira.

 

“Decidi investir nalgum material fotográfico e foi o início do Vic Schwantz fotógrafo, passei de dentro das pistas para fora delas, para fotografar.”

 

 

Em 2007 começa a fotografar, estreando-se logo numa prova do Nacional de velocidade, em Braga.

Passado um mês, já trabalhava para uma revista da área, a MCV e a partir daí foi sempre a crescer!

 

“Sempre fui diferente, já que tento fazer o que gostava que me tivessem feito enquanto piloto; tento ser inovador nas fotografias de corridas, onde é quase tudo igual; é isso o que me motiva e apaixona.”

 

 

Cada vez mais por dentro do ambiente, Vic fotografa a pista, os pilotos e tudo o que rodeia o mundo da velocidade de competição. Começa a fotografar não só em Portugal, mas também em competições internacionais, como o SBK ou o MotoGP.

 

 

“Ainda em 2007, enquanto fotógrafo, faço a minha primeira viagem para fora do país, para fotografar o mundial de Superbikes em Brands Hatch – Inglaterra. Foi o princípio de muitas viagens pelo mundo a fotografar corridas, tanto de Superbikes como MotoGP.”

 

Doze anos, não são doze meses. Vic orgulha-se disso. São quilómetros de circuitos fotografados, de “rolos revelados”, de auto-estrada e viagens percorridas para cada competição. E claro, tudo isto por amor ao seu desporto predilecto.

Pelo meio, teve o prazer de ir conhecendo grandes nomes do motociclismo como Kevin Schwantz, Valentino Rossi, Marc Márquez e o privilégio de fotografar Miguel Oliveira, o primeiro piloto português a alcançar o MotoGP, mas também ver outros grandes pilotos partirem, como o saudoso Luís Carreira.

 

 

“A vida de fotógrafo não é uma vida fácil mas o lema é não desistir e vencer todos os obstáculos para nunca se perder o amor por este desporto. Actualmente, eu sou fotógrafo de motociclismo, desportos de acção e concertos. No motociclismo, sou fotógrafo de vários pilotos do Nacional de velocidade, do troféu Zcup Nacional/Ibérico e fotógrafo da NEXX Helmets! “

 

Mas, e como é que o Vic vê esta nova geração de pilotos?

“Nestes 12 anos que estou a fotografar tenho visto os vários campeonatos por dentro e sinto que cada ano que passa está cada vez melhor e mais competitivo e a prova disso, é mesmo a quantidade de pilotos jovens e nacionalidades, a competir em grandes provas internacionais, o que me deixa entusiasmado com que nos reserva o futuro para este grande desporto. “

 

Em jeito de conclusão, não deixou de nos falar sobre as suas motos e os seus últimos restauros.

 

 

“A minha paixão pelas motas e principalmente as Italianas é tão grande que restaurei três das 125 que mais marcaram a minha vida: A Cagiva Mito Lawson, a Gilera SP01 e Aprilia AF1 Replica; é um trabalho moroso mas feito com muito amor… como moto do dia-a-dia, ando com uma KTM Superduke 990” 

 

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Créditos Fotografia: Victor Barros
Facebook: facebook.com/SchwantzPhotography